O Ministério Público no Espírito Santo (MP-ES) quer a demolição da casa do presidente da Câmara dos Vereadores de Guarapari, Wanderlei Astori (PEN), que está sendo construída a cinco metros de distância, do Rio Corindiba, no distrito de Todos os Santos, na Zona Rural do município. A construção vai contra lei federal, que só permite construções com mínimo de 30 metros de rios.

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A construção vai contra lei federal, que só permite construções com mínimo de 30 metros de rios. Foto: Divulgação

O promotor do caso, Otávio Guimarães de Freitas Gazir, abriu um procedimento administrativo para apurar todo o caso e no último dia 29 de agosto, enviou um ofício à câmara, solicitando que o parlamentar faça por conta própria a demolição. Caso isso não ocorra, o mesmo entrará com uma ação na justiça, pedindo a demolição do imóvel.

No dia cinco de julho do ano passado, o Portal 27 divulgou que o vereador estava construindo a residência próxima do rio. Na mesma semana, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) embargou a obra. O presidente da casa de leis informou na época que sabia que não poderia construir o imóvel e dias depois paralisou a construção.

Wanderlei Astori
“Hoje eu me arrependo profundamente de ter feito essa construção. ” Diz vereador. Foto: João Thomazelli/Portal27

O promotor encaminhou na última segunda-feira, um ofício possibilitando ao vereador, a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta no qual o vereador deverá se comprometer em demolir o imóvel, retirar todo o material do local e a promoção de recuperação da área degradada.

Wanderlei justificou que a obra era um sonho de seu pai e que gostaria de realizar. “Era um sonho do meu pai e que dessa vez eu não conseguir realizar. Hoje eu me arrependo profundamente de ter feito essa construção. Hoje ela está paralisada e vou fazer o que a justiça me mandar fazer. Errei, admito, mas não queria causar toda essa situação. Vou cumprir a determinação” disse.

Todas as ações direcionadas pelo Ministério Público deverão acontecer com estudo ambiental e aprovação da secretaria de meio ambiente. O prazo para o vereador se pronunciar, é de cinco dias corridos. A secretária de meio ambiente, Jéssica Martins, disse que mandará equipes ao local para também tomar novas providências em relação à situação.

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