Um tremor de baixa intensidade, de magnitude 2,1, foi detectado no último sábado (20) por estações da Rede Sismográfica Brasileira próximo a Piúma, no Litoral Sul do Espírito Santo. Especialistas dizem que, embora pouco provável que cause danos, há chance de novos abalos secundários nos próximos dias ou semanas.
A geóloga e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Luiza Bricalli explica que eventos subsequentes menores podem ocorrer após um abalo inicial.
“Existe, sim, a possibilidade de novos tremores nos próximos dias ou semanas, especialmente na forma de eventos secundários ou pequenos abalos subsequentes”, afirma Luiza Bricalli.
Tremores de magnitude 2,1 são classificados como fracos e geralmente liberam pouca energia. Em escalas como a de Richter ou a Magnitude de Momento, eventos abaixo de 3,0 raramente causam danos materiais ou risco relevante à população.
Embora o Espírito Santo não seja uma área de alta atividade sísmica, registros históricos mostram que mais de 40 eventos foram catalogados pelo Laboratório de Neotectônica e Sismologia da Ufes ao longo dos anos. Um dos episódios mais significativos ocorreu em 1955, quando um tremor de magnitude 6,1 no mar, a cerca de 300 km do litoral capixaba, foi sentido em Vitória e provocou vibração em edifícios e quebra de vidros em algumas residências.

Luiza Bricalli lembra que tremores também podem acontecer em regiões distantes dos limites das placas tectônicas devido à movimentação de falhas locais, redistribuição de tensões dentro da placa Sul‑Americana, acomodação de sedimentos em bacias e reativações de falhas neotectônicas. No entanto, a maioria dos abalos registrados no Brasil possui baixa magnitude — por volta de 3,0 — e não representa risco significativo à população.
A especialista recomenda medidas simples caso as pessoas percebam tremores: afastar‑se de objetos que possam cair, procurar locais seguros e manter a calma. Em termos gerais, não há motivo para alarme, segundo os cientistas que monitoram a região.











