A falta de policiamento em Guarapari aumentou a criminalidade na cidade. Lojas estão sendo arrombadas e saqueadas, escolas e postos de saúde não funcionam, ônibus não circulam e a população se mantém refém dentro de suas próprias casas. Na madrugada desta terça-feira, dia 07 se fevereiro, a sede do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários (SindIrodoviários) também foi vítima da ação dos bandidos.

Segundo o presidente do Sindirodoviários na cidade, Wallace Barão, o prejuízo total foi de aproximadamente 20 mil reais. “Levaram dois computadores, um liquidificador, um cofre com documentos e cerca 10 mil reais, celulares, dois nobreaks. Tivemos um prejuízo de aproximadamente 20 mil reais”.
Ele relatou ainda que o dinheiro que estava no cofre era para pagar os funcionários. “Colocamos o dinheiro lá na segunda-feira, não temos o hábito de colocar. Era para pagar os funcionários. Retiramos o dinheiro com medo do banco funcionar porque temos que pagar os funcionários. Colocamos lá, pagamos algumas dívidas e ficou alguns credores e funcionários para poder pagar”.

Barão também falou sobre a paralisação do transporte público na cidade e disse que enquanto não houver policiamento os ônibus não circulam. “Estamos parados pela falta de segurança. A categoria ficou mais abalada ainda com o assalto. Mas não temos previsão, o ônibus municipal só volta quando tiver segurança. Para entrar nos bairros fica muito difícil. Já para quem passa só pela rodovia fica mais fácil. Só voltamos quando a polícia voltar”.
Ainda segundo ele, mesmo com a chegada do exercito, os ônibus não vão circular nesta quinta feira. O presidente do Sindirodoviários também contou que muitos funcionários continuam indo para garagem para esperar a volta ao trabalho e na manhã de ontem dois que estavam indo trabalhar foram assaltos e um outro também foi roubado quando chegava em casa.

Em relação aos questionamentos da população sobre a volta do transporte público ele falou que “a mesma segurança que a população quer os trabalhadores rodoviários também querem. Estamos esperando a resposta do Governo do Estado e é ele que tem que dar esta resposta. Se ele não pode dar os 40% então ele negocia com o pessoal e divide, dá dez e depois vai dando mais dez e mais dez até acabar. Ele tem que saber o que fazer com a categoria e não pode deixar a população à mercê dos bandidos”, disse.











