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Discussões, gritos, vaias e discursos inflamados. Assim foi a sessão de ontem que revogou a Lei Municipal nº 3321/2010, que impedia a realização de festas Raves na cidade de Guarapari (confira aqui). A partir de agora, por oito votos a três, as festas raves estão liberadas na cidade.  Na semana passada uma festa foi embargada na cidade. (Veja aqui)

Votaram para liberar as festas, os vereadores: Jorge Ramos (PPS), Lincoln Bruno (PTN), Fernanda Mazelli (PSD), Dito Xaréu (PTB), Ronaldo Tainha (PRP), Manoel Da Ki-Delicia (PT), Aratu Capistrano (PV) e  Anselmo Bigossi (PTB).

Além destes vereadores, apoiaram a revogação da lei, a Transparência Guarapari, Sindicato da Indústria da Construção Civil de Guarapari (SINDICIG), Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari  (AHTG), Associação dos Empresários de Guarapari, (ASEG)  e Câmara de Dirigentes Logistas  (CDL).

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Sessão estava com bom público que se manifestou o tempo todo. Foto: Wilcler Lopes

Foram contra as Raves e pela manutenção da proibição, os vereadores: Thiago Paterlini (PMDB), Paulina Aleixo (PP) e Jorge Figueiredo (PP).  Jorge aliás, era um dos mais exaltados, evocando a sua condição de policial, dizendo conhecer bem os bastidores destas festas, que seriam nocivas a juventude, em virtude de alto consumo de drogas.

Os vereadores  Germano Borges (PSB) e Oziel Pereira (PPS) não estavam na sessão. O vereador Gedson Merízio (PSB), estava presente,se disse contra as raves, mas não quis participar da votação e saiu do plenário.

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Vereadores fizeram discursos inflamados sobre a lei.

O vereador Thiago também questionou as festas, dizendo que fez pesquisas e que elas só têm o lado negativo, pois geralmente estão ligadas as drogas e seriam um retrocesso. “Eu tenho posicionamento, eu defendo aquilo que acredito”, disse ele em parte de seu discurso.

 Confira abaixo parte do discurso do vereador Thiago.

Autor do projeto aprovado que revogou a lei, o vereador Dito Xaréu (PTB), subiu a tribuna e defendeu o projeto.

Confira abaixo parte do discurso do vereador Dito.

Discursos. Durante toda a sessão, com participação dos presentes com gritos, aplausos e vaias, os vereadores se revesavam em discursos de defesa e ataque as raves. Como foi o caso de Aratu Capistrano (PV), que defendeu mais turismo. “Porto seguro é música o dia e a noite toda. Em Guarapari vem um juiz, um promotor aposentado que não pode nada na nossa cidade. Tá na hora dessa casa de leis aprovar, Guarapari precisa do turismo, muita gente vive do turismo mas não está conseguindo mais não” disse.

Para Lincoln Bruno (PTC), o projeto esta dentro da legislação e a opção de ir ou não nas festas Raves é dos pais.  “O pai deixa ir ou não. As pessoas vão se quiserem ir. Liberdade de expressão. Quem quer ir vai. Quem quer ir no show da Aline Barros vai, quem quer ir no Show da Ivete Sangalo vai. Quem quer ir no show do Guns and Roses, vai. Vamos encerrar a discussão e vamos a votação”, afirmou.

Estranharam. Os vereadores  Thiago Paterlini (PMDB) e Jorge Figueiredo (PP), ainda questionaram a rapidez com que o projeto foi colocado em pauta e aprovado. “Final de semana vai ter festa rave, pelas informações que eu tenho. Por que que esta casa está aprovando este projeto hoje. Por que tanto interesse ?”, perguntou ele.

O presidente da casa, Wanderlei Astori (PDT), respondeu que nunca deixou um projeto de lei sem votar. “Estão tendo muitas matérias, e toda a semana eu estou fazendo duas ou três sessões extraordinárias para estar votando”, disse ele. “Quero chegar no recesso com todos os projetos aprovados”, afirmou.

O projeto será encaminhado ao executivo que tem cerca de 15 dias para sancionar ou vetar o projeto.

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Camara Municipal de Guarapari – Participe

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