Areias Monazíticas: praia de Meaípe pode se tornar centro médico

A cidade de Guarapari e suas areias monazíticas continuam sendo objeto de estudos. Uma nova pesquisadora, a oceanógrafa e professora da Universidade de São Paulo (USP), Jacyra Soares está iniciando seus estudos para saber o nível de radiação na Praia de Meaípe.

O objetivo da pesquisa é apresentar o nível de radiação em todos os meses do ano, assim como em diferentes horários. Com isso, a pesquisa vai mostrar a correlação da areia com a cura de doenças reumáticas, e até câncer de mama. “Vou investigar o que acontece na atmosfera sob as areias monazíticas, e saber para onde os compostos vão. A própria areia é dinâmica. Podemos ter um alto índice de radiação em um local, e no outro não ter. Temos a areia, mas a areia não para na praia. Não é sempre que temos a areia preta”, esclarece a oceanógrafa.

Uma nova pesquisadora, a oceanógrafa e professora da Universidade de São Paulo (USP), Jacyra Soares está iniciando seus estudos para saber o nível de radiação na Praia de Meaípe. Foto: Wilcler Carvalho

Centro médico. O estudo vai durar o período de ano, e com o resultado, a praia poderá se tornar um centro médico, já que com as pesquisas da oceanógrafa, será possível indicar o mês e o horário para o tratamento de doenças. “Vamos saber se para tratar determinadas doenças as pessoas terão mesmo que se enterrar na areia, ou somente de estar próximo do local já será suficiente. Também vamos estudar os compostos na atmosfera, nos diferentes meses, para saber se em fevereiro, por exemplo, o tratamento é diferente de dezembro”, explica ela.

Projeto. Os estudos sobre as potencialidades das areias monazíticas já estão sendo feitos pelo doutor em Física Nuclear e Coordenador de Pesquisas da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES), prof. Marcos Tadeu D’Azeredo Orlando. Ele disse que as pesquisas da oceanógrafa vão fundamentar os estudos realizados e os que estão em andamento.

“Os estudos dela vão fundamentar os nossos estudos já feitos e que ainda estão sendo desenvolvidos na área da saúde. Vamos saber quais condições atmosféricas serão benéficas”, afirma o professor.

Doutor em Física Nuclear e Coordenador de Pesquisas da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES), prof. Marcos Tadeu. Foto: Wilcler Carvalho

Os registros existentes já catalogados, são de tratamento para reumatismo, artrite, artrose, e através das estatísticas do SUS, a cada 1000 mulheres, duas têm câncer de mama na cidade, por conta da radiação.  

A torre que será instalada em Meaípe, vai medir o vento, temperatura e o balanço de radiação, gerando conteúdo para a pesquisa da oceanógrafa. A instalação vai acontecer até o final deste mês.

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