Segundo os dados divulgados pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), o número de idosos que foram contaminados pelo novo coronavírus em Instituições de Longa Permanência de Idosos, popularmente conhecidos como asilos, em Guarapari, chegou a 22.

O relatório que divulgou esses dados também trouxe informações sobre outras cidades do Espírito Santo. O documento mostra que não são apenas os idosos que estão sendo contaminados, mas os trabalhadores dessas instituições também, gerando um risco extra para os que residem lá.

Devido esse risco, o MPES está agindo e realizando fiscalizações para garantir que todas as instituições tenham os equipamentos de proteção necessários para a prevenção da Covid-19.

O relatório que divulgou esses dados também trouxe informações sobre outras cidades do Espírito Santo.

As cidades com mais idosos residentes nas instituições com o novo coronavírus são Vila Velha (95 casos), Vitória (61), Serra (48) e Guarapari (22), na Região Metropolitana, e Colatina (30), Alegre (26) e Cachoeiro de Itapemirim (18), nas demais regiões do Estado. Vila Velha e Vitória concentram o maior número de óbitos de idosos residentes nas instituições, com 20 e 12 casos, respectivamente.

Em nota, o Ministério Público declarou que “o MPES tem atuado para que todas as instituições sejam abastecidas com os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários, bem como para que os funcionários sejam capacitados para enfrentar a pandemia. Tem requisitado, ainda, que os municípios adotem providências alternativas à institucionalização de novos idosos nas ILPIs já em funcionamento, uma vez que um novo acolhimento pode representar risco para os idosos já residentes”.

A nota segue dizendo ainda que “o acompanhamento semanal permite a notificação aos gestores estaduais e municipais, que possuem a responsabilidade de execução das políticas públicas, para que realizem as normas estabelecidas no país de prevenção e controle da infecção pelo novo coronavírus. Permite também apurar as responsabilidades dos dirigentes das instituições prestadoras do atendimento”.

Por fim, o MPES termina dizendo que “se comprovado ato praticado em detrimento à pessoa idosa sob a assistência dessas instituições, os dirigentes responderão civil e criminalmente, além de receberem sanções administrativas, como, em última escala, a interdição do serviço”.

por João Pedro Barbosa, estagiário. 

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