
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) também teme que os comerciantes não consigam regularizar os imóveis e com isso, acabem fechando as portas e demitindo funcionários. O superintendente da CDL, Aguinaldo Ferreira Junior, revelou que na tentativa de evitar esses problemas a instituição protocolou um documento na prefeitura em março solicitando alterações na lei.
“Fizemos uma solicitação pedindo a diferenciação dos imóveis pela idade da construção porque muitos imóveis foram construídos quando não existia o PDM e hoje fica difícil a regularização. Outro ponto importante que a gente levantou é referente ao custo porque os comerciantes e empresários querem fazer a regularização, porém, o valor cobrado está sendo impeditivo. Então a gente solicitou que seja feita uma redução na base de cálculo para que seja concedido o habite-se”, disse Aguinaldo.

Os contadores também estão preocupados com os impactos da lei. A contadora Mônica Miranda afirmou que com a exigência os inquilinos de estabelecimentos comerciais podem perder o alvará de funcionamento. “Se o imóvel não tem o habite-se, o inquilino é obrigado a assinar um termo de responsabilidade reconhecendo firma em cartório para que seja liberado um alvará provisório válido por seis meses. Se neste meio tempo o proprietário do imóvel não der entrada na documentação solicitando os procedimentos cabíveis referentes ao habite-se, o inquilino perde o alvará provisório. Com isso, o inquilino pode ser prejudicado porque a fiscalização pode fechar o imóvel porque ele não vai ter os alvarás”, explicou Mônica.
Que continuou. “Nós contadores estamos confiantes. A gente acredita que em agosto de 2019 essa lei não será renovada. Esperamos que ela seja extinta ou que seja feita de uma forma que beneficie também o inquilino”, revelou a contadora.
Ao término da audiência pública foi formada uma comissão que irá se reunir na próxima segunda-feira ( ) para elaborar uma proposta com alterações na lei que deverá ser encaminhada para a prefeitura.











