A menina de 10 anos, estuprada desde os 6 pelo tio em São Mateus, no Espírito Santo, passou pelo procedimento legal para retirada no feto nesta segunda-feira (17), em um hospital de Pernambuco, referência nesse tipo de procedimento. Foram 17 horas para retirada do feto.

O procedimento foi realizado na manhã de hoje (17) em um hospital de Pernambuco, e a criança passa por avaliações para finalizar o cirurgia por meio de uma curetagem, o feto já foi expelido. Caso os exames apresentem tudo corretamente, a menina deverá receber alta amanhã. O tio está foragido da justiça.

Menina de 10 anos, estuprada desde os 6 pelo tio em São Mateus, no Espírito Santo

Recusado. A criança também foi internada durante o final de semana no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), em Vitória, mas a equipe médica do Programa de Atendimento as Vítimas de Violência Sexual, se recusou a realizar o procedimento no sábado (15).

Segundo o Código Penal Brasileiro, o aborto é permitido em três situações:
• Gravidez decorrente de um estupro
• Risco à vida da gestante
• Anencefalia do feto

A menina conta com o apoio da justiça do Espírito Santo, que enviou uma assistente social e acompanha a criança com auxílios psicológicos, a justiça estadual também decretou que as redes sociais: Facebook, Twitter e Google Brasil retirem todas as informações relacionadas à garota, com uma multa de R$50 mil por dia que descumprirem a decisão.
Manifestações

Manifestações. Durante o domingo e a manhã de segunda-feira, várias pessoas realizaram manifestações na porta do hospital, contra e a favor do aborto. A coordenadora do local, Benita Spinelli, ficou irritada com a situação que a menina estava passando.

“Uma coisa completamente contraditória; pessoas fazendo esse tipo de atividade na porta de um hospital, que é um local que requer silêncio, tranquilidade, ainda mais por ser uma criança de 10 anos, que há quatro anos era estuprada, que teve de sair para outro estado para ter seu direito garantido”, disse Benita.

“Nós temos que poupar ela dessa balbúrdia que foi feita ontem na porta de um hospital. É uma menina de bastante vulnerabilidade, que foi protegida da melhor forma que a gente pôde, para não ouvir as atrocidades que foram ditas do lado de fora”, finaliza a coordenadora.

Por João Pedro Barbosa, estagiário.