A denúncia apresentada contra o presidente da Câmara de Guarapari, Wanderlei Astori (PEN) na semana passada, aponta diversas irregularidades que teriam sido cometidas pelo parlamentar. O Portal 27 teve acesso ao conteúdo do documento que foi apresentado por Paola Moreira Pinto.

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O documento pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), contra o vereador.

Protocolado no dia da sessão de quinta-feira (20), o documento pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), contra o vereador. Entre as alegações para a criação da CPI está a de “atrasar a votação de vários projetos”.

Vantagens. A denúncia diz que Wanderlei atrasa a votação de matérias para “negociar vantagens pessoais diretamente com os interessados”. Outra parte da denúncia diz que Wanderlei interrompia a tramitação regular dos projetos no sistema da Câmara, que “passaram a ser entregues diretamente ao presidente José Wanderlei Astori, por ordem direta do mesmo”, diz o documento.

A testemunha desse fato seria o diretor de gabinetes, Marcelo Saprisqui, que recentemente foi demitido por Wanderlei. Segundo a denunciante, estes fatos indicariam ausência de moralidade administrativa. A denunciante pede então, a criação da CPI, o afastamento do presidente da Câmara durante as investigações e se comprovadas as denúncias, a cassação do mandato de Wanderlei.

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A denunciante pede então, a criação da CPI, o afastamento do presidente da Câmara durante as investigações.

Tramitação. Em contato com a nossa equipe o ex-diretor, Marcelo Saprisqui, explicou a citação do seu nome da denúncia. “Ela me perguntou como funciona o trâmite dos processos que são encaminhados pelo Executivo para o Legislativo, apenas informei que seria o certo sair do Protocolo para a Assessoria Legislativa, para ser lançado no livro de Protocolo e depois que sobe para o Presidente. Quando feito da maneira correta, todos os vereadores têm conhecimento dos processos que se encontram tramitando na casa. Hoje só o Presidente que detém essas informações”, afirmou Marcelo.

Resposta. Também procurado para comentar as acusações, o presidente da Câmara, Wanderlei Astori (PEN), afirmou estar tranquilo. “Estou com a consciência tranquila”, disse. Segundo ele, não houve atraso na votação dos projetos. “Estávamos em época de eleição e eu não poderia colocar alguns projetos importantes neste período eleitoral. Isso poderia atrapalhar os próprios vereadores”, explicou.

Sobre as acusações de estar atrasando projetos para “obter vantagens” o vereador foi enfático. “Não quero obter vantagem de nada. Coloquei na pauta todos os projetos. O PDM, agora que foi achado, está na pauta de amanhã. E a denúncia também. Quero que ela prove. Estou tranquilo. Está nas mãos de Deus”, finalizou.

Wanderlei aproveitou e comentou os diversos memes que circularam pelas redes sociais e aplicativos de celular comparando ele ao ex-deputado Eduardo Cunha e fazendo brincadeiras com a sua vida pessoal. “Isso é coisa de gente fraca, doente e infeliz. Já sei de onde começou isso e iremos tomar as providencias. O momento é de manter a calma e a cautela”, finalizou.

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