Depois de tentar buscar ajuda para não cortar os cabelos, Karlla Naynna, cantora de 35 anos que viveu 18 dias de angústia após comprar um creme de tratamento em uma loja de cosméticos em Guarapari. Relembre aqui a história., teve que realmente cortar. 

Após procurar um médico dermatologista que diagnosticou o quadro da cantora como uma triconodose (presença de nós nos cabelos que podem surgir em função do uso indevido de produtos químicos ou fricção), Karlla obteve também opiniões de diversos profissionais, inclusive de muitos que a contactaram após a notícia do Portal 27. 

Karlla após o corte de cabelo

Autoestima. A última alternativa da cantora seria cortar seus cabelos, mas quase um mês após o início dos tristes dias que viveu, a cantora se sente aliviada. “Estou aliviada por remover a parte danificada por conta do peso e incômodo gerado, todavia não estou feliz (…), mutilaram não apenas meu look, mas minha autoestima”, afirmou Karlla revoltada por ter perdido parte de seus cabelos em algo que era para ser uma simples hidratação. 

Karlla procurou vários salões, inclusive fora da cidade antes de chegar ao Instituto de Beleza Malagutti, onde finalmente os profissionais se dispuseram a tentar desembolar o cabelo. “Todos os outros afirmaram que só a tesoura resolveria o caso”, afirmou a cantora. 

Após quatro horas no salão, os profissionais conseguiram salvar alguns fios, mas precisaram cortar parte do cabelo da cantora. “O salão tentou desembolar ao máximo, está dolorido, pois como estava grudado, tiveram que puxar com força, mas chegou em um ponto que não desembolava, informaram que o cabelo estava derretido e que provavelmente seria por causa de algum ácido”, afirmou. 

O cabeleireiro Anderson Santiago afirmou que após muito esforço para desembolar o máximo que puderam, tiveram que cortar, mas o trabalho não parou no corte. “Foi necessário fazer uma reconstrução do fio, um tratamento detox para remover o excesso de produtos e uma hidratação com produtos do salão”, afirmou. 

Karlla registrou o caso na Decon (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor) e o produto foi apreendido para posterior análise. O caso continua em andamento. 

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