O policial civil de Guarapari e ex-vereador da cidade que foi atingido por dois disparos de arma de fogo durante uma troca de tiros no bairro Lameirão na tarde de terça-feira passou uma cirurgia de reconstituição da mão e passa bem.

Jorge está afastado da polícia por 30 dias. Fotos Roberta Bourguignon

Jorge Figueiredo vai passar 30 dias em casa para recuperação. “Passei por uma cirurgia de enxerto na mão e precisei reconstitui o polegar. Em breve estarei de volta para defender a sociedade. Foi um juramento que eu fiz pela minha profissão”, enfatiza ele.

Além do tiro de uma espingarda que lhe acertou a mão, Jorge também foi atingido no antebraço. O projetil atravessou sem ferir qualquer osso ou artérias. O bandido Darlan Cordeiro dos Anjos, 29 anos, que atirou no policial civil foi morto com dois tiros na cabeça.

“Ao chegarmos no QG (onde eles estavam fortemente armados) eu falei com ele: polícia, está cercado. Ele veio com a espingarda calibre 12 atirando na minha direção. Minha mão direita foi atingida e minha pistola caiu no chão. Consegui pega-la novamente no chão com a mão esquerda e continuei atirando. O delegado Marcos Nery chegou logo em seguida e juntamente com a o policial civil mineiro revidaram a injustiça agressão”, relembra.

Para o policial civil, por mais preparados que estivessem, sempre faltará armamentos. Desta vez eles acredita que faltou equipamentos como escudos e bombas de gás. “Agimos no peito e na raça, mas não somos super-homens. Deus me permitiu estar aqui de volta”, concluiu.

A quadrilha estava fortemente armada.

Operação para pegar quadrilha. A quadrilha segundo o delegado Tayrony Espíndola, da Agência de Inteligência da 4ª Delegacia Regional de Muriaé, era especializada em sequestro e assaltos, e agia na região de Muriaé e Carangola, em Minas Gerais.

“Os criminosos estavam sendo procurados por nós em Minas Gerais e o grupo já tinha mandado de prisão pendente por conta de um sequestro que foi praticado em Carangola. Na época eles foram perseguidos e já tinham trocado tiros com os civis. Por conta desse embate que estávamos tendo lá, eles fugiram para Guarapari porquê da namorada de um deles que mora aqui”, explicou.

Para o delegado de MG, a quadrilha se aproveitou da falta de policiamento na cidade. “Pelo fato de não serem conhecidos da polícia local, eles transitavam com certa facilidade aqui. Pela manhã eles frequentavam a praia e à noite eles praticavam os crimes. Eles já estavam se sentido tão à vontade que o Darlan, o que foi morto, já estava fazendo contato com outros criminosos para virem para Guarapari”, disse Espíndola.

Quatro foram presos e uma menor apreendida. Amélio Luis dos Anjos, 21 anos, irmão de Darlan, Jeferson Batista Martins, 20, uma adolescente de 17 anos, namorada de Jeferson, Darlatiel de Souza Bernardo, 18, e Maicon Leal da Silva, 24, foram encaminhados ontem para o Centro de Detenção Provisória em Guarapari. Além do mandado de prisão, o delegado Marcos Nery, titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Guarapari ainda atuou a quadrilha por associação criminosa, já que eles foram reconhecidos pelas vítimas de um assalto a uma fazenda da cidade.

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