A Prefeitura de Guarapari decretou ontem, 21 de março de 2013, situação de emergência na assistência hospitalar materno Infantil, por meio do decreto Nº 717/2013.

De acordo com informações do poder executivo, a atitude tomada em virtude dos óbitos ocorridos recentemente no hospital São Judas Tadeu, fato de conhecimento público divulgado em reportagens por meio da imprensa local e estadual.

A Vigilância Epidemiológica Estadual interditou o único hospital que realizava em Guarapari partos do Sistema Único de Saúde e a interdição do mesmo instaurou condição de extremo risco às gestantes e recém-nascidos.

Para acompanhar e avaliar a situação dos óbitos infantil e fetal, a Saúde municipal criou em 11 de março, o Comitê de Investigação da Mortalidade Materna e Infantil, formado por profissionais da área como ginecologista, pediatra, vigilâncias epidemiológica e sanitária entre outros.

A atitude tomada em virtude dos óbitos ocorridos recentemente no hospital São Judas Tadeu.
A atitude tomada em virtude dos óbitos ocorridos recentemente no hospital São Judas Tadeu.

A situação de risco aumenta a possibilidade de complicações em razão da falta de assistência ao recém-nascido e a puérpera, pois a Unidade de Pronto Atendimento UPA não contempla estrutura e profissionais específicos para procedimentos de partos normais e/ou cesárias.

A responsabilidade do município com a população é de cobertura com atenção primária, ou seja, de atenção básica de saúde, já que os recursos para média e alta complexidade são repassados diretamente para o Estado.

Com o decreto de situação de emergência na assistência hospitalar Materno Infantil em Guarapari, o Município buscará junto ao Estado, verbas necessárias para solucionar o problema.

O tema foi debatido com a participação popular ontem na Câmara Municipal de Guarapari em Audiência Pública, presidida pelo deputado Estadual Dr. Hércules; com a participação do Ministério Público Estadual; vereadores; imprensa; Ong’s; e sociedade civil organizada. Contou ainda com a participação do Dr. Oswaldo Pavan vice-presidente do Conselho Regional de Medicina.

Com informações da PMG.

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