Um acidente ocorrido no dia 29 de outubro de 2010 mudou completamente a vida do jovem Walace Pereira da Silva, na época com 15 anos. Um caminhão que seguia para o Rio de Janeiro tombou em uma curva no quilômetro 329 da BR-101 e matou os quatro ocupantes do veículo.

No acostamento da rodovia, Walace seguia de bicicleta para a casa do primo e acabou sendo atingido pelo baú do caminhão. Ele sofreu ferimentos no pescoço e teve a perna, na altura do joelho decepada.

Walace (d) com o pai em frente ao Fórum de Guarapari. Processo já dura quase cinco anos. foto: João Thomazelli/Portal 27
Walace (d) com o pai em frente ao Fórum de Guarapari. Processo já dura quase cinco anos. foto: João Thomazelli/Portal 27

Foram vários dias internado no hospital para tratar dos ferimentos. O jovem, que, como muitos outros da mesma idade, sonhava em ser jogador de futebol, passou a conviver com dor constante e falta de assistência por parte da empresa dona do veículo que o mutilou.

Cinco anos depois do acidente, um processo em que Walace pede uma pensão para a empresa ainda se arrasta no Fórum de  Guarapari, sem perspectivas de ser concluído. Walace vai sobrevivendo com o auxílio doença, mas praticamente todo o valor recebido é usado para a compra de remédios para dor.

Walace usa uma prótese que causa muita dor. Arquivo pessoal
Walace usa uma prótese que causa muita dor. Arquivo pessoal

“Muitos amigos ajudaram a comprar a prótese que ele usa hoje, pois nós não temos muitos recursos. A mãe dele trabalha apenas em meio período e eu perdi meu trabalho de tratorista depois que tive que operar os dois joelhos”, lamenta o pai de Walace, José Alves da Silva.

Sem poder exercer a profissão de tratorista, José procura agora um trabalho em que possa atuar sentado, como cobrador de ônibus, por exemplo. “Já entreguei meu currículo em várias empresas aqui em Guarapari, mas até agora nada”, lamentou.

Ajuda. O que Walace precisa agora é de uma nova prótese. A que ele usa, apesar de lhe servir, provoca dores intensas e ele só consegue ficar com ela por poucas horas. Com isso, até mesmo ir à escola é difícil. Trabalhar, então, mais complicado ainda.

Se alguém se interessar em ajudar este rapaz de alguma forma, pode entrar em contato direto com ele através do número (27) 99713-6470 ou pelo telefone do pai dele que é o (27) 99732-6952. O que Walace pede é que o ajudem a tentar viver a vida com menos sofrimento.