A agente de combate a endemias de 28 anos, que sobreviveu ao acidente envolvendo funcionários da Prefeitura de Guarapari e que acabou causando a morte do motorista Carlinhos dos Santos, de 34 anos, disse que nasceu de novo. “Assim como foi ele, poderia ter sido eu ou a Madalena. Eu só tenho à agradecer a Deus por estar viva hoje. Nasci de novo”.

jackeline
Em postagem na rede social, a irmã de Jackeline disse estar “super feliz, com o primeiro sorriso do dia”.

Jackeline Mota dos Santos já está em casa e disse que ainda sente muita dor. “A pancada foi grande, e eu ainda sinto muita dor. Sangrei muito pelo nariz. E graças a Deus eu estou bem”. Ontem (26), ela e os colegas estavam em um trabalho de rotina. “Estávamos fazendo o nosso trabalho de combate a endemias. Havíamos acabado de sair da Unidade de Saúde do Bela Vista e pegamos o contorno da Rodovia do Sol, já que por lá tem um atalho e sai direto no CCZ”, contou.

Chovia bastante no momento do acidente, e Jackeline acredita que o veículo tenha sofrido uma aquaplanagem. “O carro perdeu o controle quando passamos na água e acredito que tenha sido uma aquaplanagem. Quando ele (o motorista) perdeu o controle, o carro girou”.

Foto: Colaborador
O acidente aconteceu na manhã desta quinta-feira. Foto: Colaborador

Jackeline estava no banco de trás do carro da prefeitura e não usava o cinto de segurança no momento do acidente. “Quando ele perdeu o controle, o carro girou. Eu tentei me segurar, e senti a primeira batida na mureta de proteção. Depois disso, quando eu abri o olho, eu já estava no chão. Eu não sei como fui lançada para fora do carro. Não sei se foi pela janela, não sei se a porta abriu na hora. Quando eu vi eu já estava no chão”, contou.

Perguntamos à Jackeline se o motorista estava correndo muito, mas ela preferiu não cometar sobre velocidade. E enfatizou que os primeiros atendimentos aos três ocupantes do veículo foram feitos por populares e um homem de uma ambulância que transportava remédios. “Inicialmente, fomos socorridos por populares. Um homem que estava vindo de São Paulo trazendo medicamentos na ambulância, foi ele quem fez os primeiros atendimentos. Não sei dizer ao certo o tempo que ficamos esperando pelo socorro, porque quando a gente está sentindo dor, qualquer tempo parece uma eternidade”, disse a agente.

Maria Madalena Belém, a carona que estava no banco da frente, recebeu alta desde ontem, e está em casa. O corpo de Carlinhos dos Santos, o motorista, está sendo velado.