Depois de analisarmos o ano do executivo do município de Guarapari faremos agora uma exposição do ano político do legislativo. Logo após o término das eleições iniciaram as movimentações para a presidência da casa de leis do município.

De um lado se movimentou o grupo do prefeito Edson Magalhães tendo como indicado a presidente o vereador Wendel Lima. No outro grupo havia uma indefinição quanto ao candidato a presidente, que ao final ficou Dr. Rogério. Foi vencedor o grupo do prefeito que conquistou 12 (doze) votos, elegendo Wendel Lima como presidente.

Três fatores foram preponderantes para a vitória de Wendel. (1) Havia no grupo contrário a forte influência do ex-vereador Dantas, que possui enorme rejeição no meio político, (2) a palavra de Magalhães de que seria um prefeito diferente atendendo aos vereadores e as suas demandas advindas das suas bases e, (3) este inédito e forte entre os novos vereadores, que foi a palavra dada.

Alguns vereadores deram a palavra ao vereador Wendel e não a retiraram, permanecendo fieis até o fim, como foi o caso dos novatos Rosangela Loyola e Lennon Monjardim. Passado o tempo, as rusgas foram se curando e a câmara passou a viver mais harmoniosamente, não por causa do presidente eleito, e sim por causa de vereadores experientes como Oziel de Souza, Paulina Aleixo e Fernanda Mazzeli, que fazem bem o papel de moderadores.

Apesar de alguns vereadores estarem insatisfeitos com o não atendimento de algumas de suas demandas, o grupo da situação se mantém firme e aprova todos os projetos do executivo, o que faz de Magalhães um prefeito feliz, apesar de seus diversos problemas com sua gestão.

Destaca-se que o grupo da situação aumentou o número de seus integrantes, já que os vereadores Gilmar e o vereador Dito Xareu foram incorporados, o que causa surpresas, especialmente porque Gilmar é ligado a Carlos Von e Dito Xareu é intenso defensor da gestão Orly Gomes, ou seja, os principais desafetos do prefeito.

O que será desses dois vereadores, só o tempo dirá. Na linha de oposição serrada estão os vereadores Zazá e Dr. Rogério. Já o vereador Enis Gordin, apesar dos percalços jurídicos que enfrentou, mantém uma linha de independência e coerência, demonstrando muita maturidade política, o que lhe capacitou para ser mediador em alguns casos, nos bastidores da casa dos Edis.

Vale dizer que este comportamento do Gordinho vem do recall adquirido na militância sindical. Dois vereadores da situação estão no balança mais não cai, gerando insegurança ao grupo da situação, são eles Marcos Grijó e Thiago Paterlini. Ambos vivem uma espécie de amor platônico por Edson Magalhães, o que expira cuidado redobrado por parte do executivo, tirando o sono de Edson Magalhães.

Alguns vereadores se mostram silenciosos durante as sessões, mas, nos bastidores falam bastante em defesa de suas demandas, como o vereador Zé Preto e o vereador Sandro Bigossi. Bom que se diga que o vereador Zé Preto não anda muito satisfeito com a aproximação política com Dito Xareu, apesar da aparente bandeira branca.

Na condução política, Wendel apaga alguns incêndios e cumpre bem o papel de defensor da Administração. Nosso próximo tema será as eleições gerais e seus reflexos em Guarapari.

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