A vitimização ideológica desnecessária vem destruindo o verdadeiro sentido da realidade das vítimas reais, que existem sim. Mais uma vez, não venho trazer verdades, venho trazer reflexões filosóficas. Por que não sou o dono da verdade. Assim como ninguém o é.

Então um pouco tenho esta pretensão. Mas eu não me furto o direito de trazer a público uma reflexão tão pertinente aos momentos que presenciamos, nesses tempos complicados que vivemos.  Mas vamos embarcar em uma linha de reflexão, que nos leva aos excessos de vitimizações desnecessárias, que tem destruído muito a realidade das verdadeiras “vítimas” que existem sim.

Vivemos em uma era muito melindrosa. Com várias vertentes e matizes ideológicos. Cada um clamando para si o monopólio da verdade, da justiça, da decência, e da bondade. Como se apenas cada um deles, fossem os portadores exclusivos do monopólio da verdade indiscutível. Ledo engano.

Lógico, que existem verdades matemáticas, verdade absolutas. Teoremas, fórmulas matemáticas, formas de cálculos, e coisas do tipo, que levam a uma verdade exata absoluta. Sejam elas matemáticas, contábeis, físicas, etc…

“Mais uma vez, não venho trazer verdades, venho trazer reflexões filosóficas. Por que não sou o dono da verdade. Assim como ninguém o é.”

No entanto, no que tange as linhas e correntes das ciências humanas, a verdade pode ser relativizada, desde que não seja de má-fé, com desonestidade intelectual, fazendo malabarismos inaceitáveis, para distorcer uma realidade em prol de uma construção de uma narrativa tendenciosa, que venha a favorecer os mais diversos interesses de forma cheia de desonestidade intelectual.

Deixando claro, eu pessoalmente, sou contra o relativismo moral. O relativismo da honestidade. O relativismo do caráter. E demais malabarismos. Onde em verdade, somente as pessoas de má fé, precisariam usar ideologias, e relativismos Morais, para justificar seus desvios de caráter e de conduta.

E assim sendo, o oportunismo da vitimização banalizada, vem destruindo consideravelmente todo o respeito que devemos ter para com as verdadeiras vítimas das mais diversas formas de agressão e abuso, que existem sim.

E com isso, as verdadeiras vítimas a cada dia, estão perdendo espaço, porque a vítima existe sim. No entanto a vitimização excessiva, proposital, maliciosa, desnecessária, está a cada dia destruindo o conceito da realidade de uma vítima verdadeira.

Podemos por exemplo citar, que quando alguém de forma proposital e maliciosa, faz uma falsa vitimização banalizando algo gravíssimo como o estupro. Está prejudicando direta e indiretamente as verdadeiras vítimas de estupro que existem sim.

Por exemplo, quando algumas correntes ideológicas dizem que olhar para uma pessoa seria a mesma coisa que estuprar, ela está tirando o verdadeiro peso da agressão de um estupro real. Pois estupro é uma abominação inaceitável. E as verdadeiras vítimas de estupro, merecem todo respeito e ajuda da sociedade.

Mas comparar um olhar, a um estupro propriamente consumado, tende a conduzir parte da sociedade, a não prestar a devida atenção e respeito ao que é um verdadeiro estupro colocando tudo na vala dos comuns. Agindo como uma pomada anestésica que com o tempo vai perdendo a sensibilidade. Com total desrespeito as vítimas reais. Estupro é uma abominação, além de um crime tremendamente bárbaro.

Quando alguém faz uma falsa vitimização maliciosa e até desnecessária, do racismo, também está banalizando as verdadeiras vítimas do racismo que existe sim. Não se pode negar. Em pleno século XXI, existem pessoas que agem com o racismo. No entanto existem aqueles que querem promover alguma coisa, alguma ideia, alguém, alguma ideologia, ou promover a si mesmo, fazendo uma falsa vitimização. E com isso, vai tirando aos poucos, o peso da gravidade das verdadeiras manifestações de racismo.

Os vítimas reais de racismo existem sim. Seja com negros, seja com brancos, seja com indígenas, seja com asiáticos, seja com o judeus, etc… Os campos de concentração que o digam que o racismo realmente existe.

Quando alguém faz uma falsa vitimização, da discriminação contra mulher, está destruindo o conceito real de vítima, de mulheres que realmente são vítimas da misoginia sim. Ainda existem homens em pleno século XXI com ideias retrógradas, machistas e atrasadas. E as verdadeiras vítimas, não podem ser banalizadas por causa do oportunismo da falsa vitimização de cunho político ideológico partidário. Pois as verdadeiras vítimas também existem. E merecem todo o nosso respeito.

Quando alguém faz uma falsa vitimização de cunho lacrador usando a imagem do preconceito contra os homossexuais, essa pessoa está prejudicando as verdadeiras vítimas do preconceito contra os homossexuais. Que existem sim. Muitos homossexuais sofrem preconceitos na hora de arrumar emprego, pelas estradas da vida, e até mesmo dentro de sua própria família. E essas pessoas são vítimas de preconceito sim. E não podem deixar de serem vistas como vítimas, porque existem pessoas que fazem oportunismo com a falsa vitimização.

Poderíamos citar incontáveis formas em que uma falsa vitimização com objetivo político ideológico partidário, ou mesmo para se promover por algum motivo qualquer que seja, estão destruindo as verdadeiras vítimas das mais diversas formas de agressão que existem.

Lembremos da história de Pedro e o Lobo. O menino que teria recebido uma corneta, para tocar toda vez que o lobo se aproximasse das ovelhas. E ele, descobriu que tinha o poder de convocar todo mundo para próximo das ovelhas, toda vez que ele brincando mentia tocando a corneta dizendo que o lobo se aproximava para matar as ovelhas. E de tanto, ele tocar a corneta, e quando as pessoas chegavam perto das ovelhas, ele ficava rindo dizendo que era mentira.

Um dia, de forma desafortunada, um lobo de verdade se aproximou das ovelhas, e ele tocou a corneta. Tocou como nunca tocou na vida. No entanto, as pessoas não acreditavam mais porque estavam anestesiadas devido as mentiras que ele contava das vezes passadas quando tocava corneta, e era alarme falso.

O Lobo, ao vê-lo fazendo barulho, tocando a corneta alto. Ao invés de atacar as ovelhas, atacou a ele.  E mais tarde, quando as pessoas foram observar as ovelhas e ele, notaram que ele tinha morrido devido ao ataque do lobo, se tornando vítima da sua própria mentira, e da sua própria banalização do clamar publicamente por algo que não era verdade. Pois quando foi verdade, ninguém acreditou.

Esse, é um ensinamento que se aplica a tudo na vida. Inclusive a separação entre as verdadeiras vítimas. E a vitimização banalizada pela Lacração oportunista. Pois existem sim, vítimas reais das mais diversas formas de agressão. Agressões físicas, agressões morais, agressões psíquicas, e toda a forma possível de agressão.

A palavra vítima, não deve ser banalizada. Assim como as verdadeiras vítimas, não podem ser colocadas na vala dos comuns, desprezadas por serem vítimas verdadeiras. Simplesmente porque algumas pessoas, por algum motivo, seja ele auto promoção, seja ele Lacração, seja ele político ideológico partidário ou filosófico, usam e abusam da vitimização oportunística, como ferramenta para este objetivo.

Assim sendo, que tenhamos mais respeito, que tenhamos mais consideração, com as verdadeiras vítimas dos mais distintos preconceitos, e das mais distintas formas de agressão que existem. Nosso total repúdio ao oportunismo da vitimização desnecessária.

Nosso total respeito à dignidade da vítima. Que já carrega tanta agressão, tanto trauma, tanta violência, tanta maldade… E Como se não bastasse tudo tudo isso, também começa a ser desconstruída e desrespeitada, por oportunistas que estão banalizando a vítima, devido a vitimização, que é uma coisa completamente diferente.

Prestamos mais atenção, nas pessoas que querem desconstruir as verdadeiras vítimas. E prestamos muita atenção nos oportunistas de plantão, que buscam promover a si, a alguma ideologia, ou alguma pessoa, por meio da canalhice do oportunismo da vitimização profissional de má-fé.

Não sou lacrador. Não sou juiz para dizer quem é vítima, e quem está se utilizando da vitimização com má-fé proposital. Tenho até uma certa resistência este tipo de pessoas e comportamentos.

Mas peço que façamos uma auto análise, e uma auto reflexão, sobre a desconstrução da verdadeira vítima, devido a banalização da vitimização desnecessária e oportunista.

Marcelo de Medeiros é Bacharel em turismo, administração de empresas, com Licenciatura plena em geografia. Também é pós-graduado em geografia e em gestão do conhecimento e estudante do terceiro ano de teologia.

A dignidade do ser humano, não está aberta para negócios. Mas este, é apenas o meu ponto de vista, não quer dizer que seja a verdade.  No entanto, eu concluo, fazendo um apelo ao bom senso, para que todos venhamos a separar com justiça e sabedoria a falsa vitimização dos oportunistas, com respeito e a dignidade das pessoas que são vítimas de uma série de abusos e violências que existem sim.

E que nenhum de nós, tenha que passar na pele, um sofrimento que não que nos transforme em uma verdadeira vítima, e que nenhum canalha de má-fé, desprovido de empatia, venha a  nos alegar amoralmente na nossa cara, que nós estejamos nos vitimizando. Como provavelmente já deve ter acontecido com muitas pessoas ao ler este texto.

Ninguém é obrigado a concordar com uma vítima. Mas é obrigado a respeitar. Que possamos pensar um pouco, e abrir nossas mentes para separarmos o joio do trigo com justiça e sabedoria. E que não sejamos como os fariseus hipócritas, que predicavam o que não praticavam.

E por fim, vou me despedindo, desejando que ninguém tenha que passar pelo desconforto de ser uma verdadeira vítima de qualquer forma de agressão física, moral, ou psíquica.

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