Assim como a Polícia Militar, a Polícia Civil também não está satisfeita com o salário e as condições de trabalho no Estado. Apesar de ainda estarem trabalhando, os policiais civis também pode paralisar o serviço a qualquer momento

Segundo presidente da Associação dos Policiais Civis, categoria está sem reposição salarial há três anos.

Segundo o presidente da Associação dos Policiais Civis, Júnior Fialho, a categoria está há três anos sem receber a reposição salarial. Ele afirmou que a PC também enfrenta dificuldades com equipamentos, mas que a reivindicação no momento é a reposição salarial. “Queremos a reposição salarial. Desde que iniciou o governo de Paulo Hartung nós não tivemos nem um centavo de reposição inflacionária. Nem queremos o aumento de salário, mas sim a reposição inflacionária. São três anos sem repor a inflação”.

De acordo com Fialho, na noite desta quinta-feira (09) eles também tiveram uma reunião com o governo que durou até de madrugada. “Ontem tivemos uma rodada de negociação com o governo que foi até duas horas da manhã. Nós apresentamos esta questão e o secretário já vai ver a possibilidade do que pode e do que não pode. Nós apresentamos variáveis para a negociação e o governo aceitou algumas delas com sendo possível discutir e agora vamos começar essa discussão”.

Júnior Fialho, presidente da Associação dos Policiais Civis.

Fialho afirmou que “há dois anos e no início desse ano agora o governo vem alegando que não tem recurso, que o Estado não está arrecadando por causa da crise nacional. A gente entendeu e segurou dois anos. Estamos indo para o terceiro e o governo continua falando que não tem condição de repor o salário porque a receita não cresceu.

Isso nós entendemos, só que agora a gente também quer a garantia que vamos receber o percentual que nós temos direito. A Constituição fala que anualmente o trabalhador tem direito a reconstituição salarial e nós queremos isso. Se o Estado não tiver condições de aplicar isso agora, que ele pelo menos reconheça a dívida com a gente e assuma o compromisso de repor essa defasagem”.

Como a PM não está trabalhando, a PC tem realizado funções que não fazem parte do seu trabalho e isso não está agradando a categoria. “Uma das coisas que não vamos abrir mão é de fazer o nosso trabalho. A polícia judiciária é para apurar os crimes. Não para fazer patrulhamento, por exemplo, fomos recuperar carros furtados. A ideia é essa, fazer o trabalho da Polícia Civil. A gente não está em greve e vamos fazer o nosso trabalho enquanto não estivermos em qualquer movimento grevista para cumprir o nosso dever. A gente não vai admitir fazer trabalho do policiamento ostensivo porque não fomos preparados para isso”, disse Fialho.

Negociação: O presidente da Associação dos Policiais Civis relatou que na próxima semana o Governo deve realizar mais uma reunião de negociação com eles e no dia 17 as propostas do Estado serão passadas para categoria em assembleia e só então será definido o que vai acontecer.

“Na semana que vem está prevista mais uma rodada de negociação com o governo. Mas a resposta oficial só teremos após o caixa do Tesouro do Estado apurar até onde dá para ir em nossa solicitação. A paralisação quem decide é a categoria. Se efetivamente o governo não sinalizar com nada a gente vai discutir todas as variáveis, que vai da greve, paralisação e mobilização do setor de segurança. Várias ações poderão ser desenvolvidas, até porque a greve traz de certa forma um transtorno para a sociedade. O movimento sindical vai tentar mostrar para o governo e para a própria sociedade que nós estamos sendo desprestigiados e nem nossos direitos constitucionais estão sendo respeitados”.

 

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