Outubro Rosa é o mês de prevenção ao câncer de mama. Pensando não somente em relembrar as mulheres da necessidade do autoexame, mas também em mostrar que o câncer de mama pode ser vencido, o Portal 27 conversou com Fabiana Roberta Fernandes de Souza. A Psicóloga tem uma história de superação e vitória. Aos 45 anos, ela está livre do câncer de mama.

Fabiana conta que descobriu a doença em abril de 2017. “Descobri quando o meu esposo percebeu um nódulo no meu seio. Ficamos bem surpresos, pois em fevereiro eu tinha feito exame e não tinha nada. A partir desse momento procuramos o médico e fizemos uma ultra e deu birads 4, essa categoria já indica que há uma anormalidade suspeita”, afirma.

Fabiana durante o tratamento

Após o diagnóstico por meio do exame, Fabiana e seu marido procuraram um mastologista que indicou uma mamografia e uma biópsia. “Na mamografia não acusou nada, mas na biópsia veio o resultado de carcinoma invasivo da mama, carcinoma ductal infiltrante grau histológico 2”, declara a Psicóloga que pegou o resultado pela internet.

Ao pegar o resultado, Fabiana foi ao trabalho avisar ao médico de sua equipe. “Eu era agente comunitária de saúde, as pessoas ficavam mais tristes do que eu. Mas eu acreditava e acredito até hoje que Deus sabe de todas as coisas. Digo que o Câncer foi um presente de Deus na minha vida”, afirma.

A psicóloga pegou a biópsia no final de maio, entrou no Instituto Nacional de câncer (INCA) em junho de 2017. “Graças a Deus não demorei muito a ter ajuda. Devido ao me câncer ser bem agressivo, quando cheguei ao INCA, já estava com 6 cm, crescendo 2 cm por mês. Fiz 4 quimioterapias vermelhas que provocam a queda dos cabelos, 4 quimioterapias brancas, tive muitas dores no corpo e reações. Mas a evolução do tratamento foi muito boa, na 1ª quimioterapia o tumor diminuiu pela metade, na segunda, ele sumiu. Deus falou comigo o tempo todo, que era para eu confiar, que eu iria ficar curada”.

Fabiana manteve sua autoestima durante o tratamento

Fabiana afirma que o tratamento foi tranquilo, pois ela se apegou em Deus. “Eu conversava muito com Deus e ele falava – não vou deixar você sentir dor, não vou deixar você sentir nada. Então foi bem tranquilo, no início da quimioterapia vermelha, meu cabelo caiu, mas eu estava preparada para ficar careca. Estava no final da faculdade, tinha muita coisa para estudar, fiz meu TCC sobre o câncer de mama e a autoestima. Tudo isso me deu muita força”.

Além das quimioterapias, a psicóloga passou também por radioterapias e um tratamento adicional com um tipo de vacina. “Em maio de 2018, fiz a retirada da mama direita e não precisou esvaziar as axilas, não teve invasão angiolinfática. Ainda não tive alta, pois tomo um hormônio que é uma terapia oral, uma manutenção que é feita por 5 anos. Esse ano fiz um exame de cintilografia óssea e deu ausência de células cancerígenas”, declarou Fabiana aliviada.

Fabiana após o tratamento

A psicóloga declara que o apoio da família foi essencial. “Meu marido, meu filho foram muito importantes. Os amigos da faculdade contribuíram muito também. Além disso, agradeço a Deus por ter me levado no seu colo”.

Para as mulheres que estão na luta contra o câncer de mama, Fabiana deixa um recado. “Diria às mulheres que tenham força, coragem, fé, e que tudo acontece no tempo certo. A gente não tem o controle de tudo e às vezes acha que tem. É importante acreditar sempre. Em relação à autoestima, todas sempre devem se achar bonitas, se valorizarem. Faça uma maquiagem, coloque um brincão, se ficou careca, não tem problema, daqui a pouco o cabelo cresce de novo. Se está sem mama, você não é menos ou mais mulher. Sempre acredite que você é muito mais do que um câncer, você está apenas passando por um e acredite que tudo na vida passa. Quando você tem força, você acredita, você confia, tudo melhora. Tenha força e pergunte todos os dias: O que eu preciso fazer para melhorar? Como eu preciso fazer para o meu dia ser melhor? O que que eu preciso fazer para vencer isso? Sempre pense positivo”, finaliza.