Mais uma morte de criança leva a tristeza e dor em Guarapari. A menina Sophya Mota Ferreira, de apenas 4 anos, deu entrada na segunda feira (22) no Hospital Francisco de Assis (HFA) em Guarapari, com um quadro de febre e falta de ar. Após receber atendimento e medicação ela não resistiu e veio a óbito. Ela é a terceira criança com passagens pelo HFA, a morrer em Guarapari nos últimos meses. 

Sophya Mota Ferreira de apenas 4 anos, deu entrada na segunda feira (22) no HFA.

O pai da menina, Juvenilson Ferreira, explica que não entende a morte repentina da filha. “Ela teve febre no final de semana e foi medicada por nós. Na segunda como a febre continuou, minha esposa levou ela para o HFA, onde por volta das 14 horas ela foi atendida. Deram oxigênio, medicaram e disseram que ela estava com a garganta inflamada.  Minha filha estava bem, conversando e tudo”, explica o pai.

Grave. De acordo com ele, após a troca de plantão depois das 18 horas, algo se modificou. “O novo médico que assumiu o plantão percebeu o estado grave e levou minha filha para outra sala. De lá, horas mais tarde, só recebemos a notícia que ela estava morta. Isso que não conseguimos entender” desabafa o pai.

Hora do óbito. Outro fato que a família questiona é a diferença de horário na hora do óbito da menina. O termo de entrega de óbito fornecido pelo hospital diz que o horário de óbito foi 22h40. A certidão de óbito da menina diz que o horário da morte foi as 20h40. Uma diferença de duas horas entre os dois documentos. A Certidão de óbito diz que a causa da morte foi “broncopneumonia,traquio-bronquite aguda alérgica, asma brônquica”

Família questiona é a diferença de horário na hora do óbito da menina.

Negligencia. Sophya foi enterrada na quarta-feira (24). A família alega que houve negligencia do HFA e promete acionar a justiça. “Tenho certeza que foi o atendimento. Se tivessem levado ela para a emergência logo, se tivessem dado um melhor atendimento, ela estaria com a gente hoje. Já estamos vendo com um advogado e juntando todas as documentações, provas e laudos da necrópsica para podermos acionar a justiça”, afirmou o pai.  

Questionamentos. O portal 27 enviou vários questionamentos para o HFA sobre as reclamações de negligencia no atendimento; sobre a demora em detectar que o quadro da menina era grave; porque existe uma diferença de duas horas no horário da morte da menina nos documentos. também questionamos sobre as recentes mortes no hospital; qual o procedimento quando ocorrem mortes dentro do hospital; se há alguma investigação e quais as medidas que estão sendo tomadas.

Através de sua assessoria, o HFA respondeu:   

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 O Hospital Francisco de Assis – HFA vem através desta esclarecer que conta, no atendimento pediátrico, com uma equipe altamente capacitada em regime de plantão 24h/dia composta por dois médicos pediatras, dois pediatras intensivistas, dois médicos pediatras de rotina e anestesista, além de equipe de enfermagem completa atuando desde a classificação de risco.

O HFA possui uma Comissão de Ética Médica para avaliação de todos os procedimentos que possam infringir o código de ética da medicina, inclusive em caso de óbito. Sendo que nessas situações, a instituição adota procedimentos padrões que começam com o comunicado à família, seguido do encaminhamento ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável por determinar a causa da morte.

Todo corpo clínico se sensibiliza quando uma morte é registrada, entende a comoção popular e se solidariza com as famílias e pessoas envolvidas.

Como única referência hospitalar em atendimento pediátrico no município de Guarapari e região, com pronto atendimento, internação e UTI pediátrica, possui uma demanda média de 120 atendimentos pediátricos por dia.

Primando pela qualidade, o Hospital Francisco de Assis utiliza o método Manchester de classificação de risco, que prioriza o atendimento de urgência e emergência, e possui um Núcleo de Qualidade com objetivo de manter os padrões necessários. Fiscalizado mensalmente pela Secretaria Estadual de Saúde, desempenha um trabalho sério, ético e transparente.

Caso da menina S. M. F., de quatro anos

 O Hospital Francisco de Assis – HFA, vem através desta, prestar esclarecimentos sobre o atendimento dado a criança S. M. F., de 4 anos e 5 meses, do sexo feminino, que veio a óbito na instituição, às 20h40 dessa segunda-feira (22).

A paciente em questão foi atendida, às 15h52, nesse mesmo 22 de outubro, com queixas de desconforto respiratório, sendo prontamente atendida pelo médico plantonista, que solicitou exames complementares. A criança foi medicada e permaneceu em observação no Pronto Socorro.

Às 19h20, o quadro de saúde da paciente evoluiu com piora clínica. Levada à sala de emergência, apresentou parada cardiorrespiratória, sendo realizadas manobras de RCP – Reanimação Cardiopulmonar durante uma hora sem resposta. O óbito foi constatado às 20h40.

O corpo da criança foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável por identificar a causa da morte. A paciente possuía histórico prévio de asma, com passagens anteriores pela unidade, incluindo uma internação em UTI por asma.

Mais uma vez, o HFA manifesta solidariedade à família neste momento de dor.

Sobre o questionamento a respeito da divergência no horário do óbito, o Hospital Francisco de Assis declara que os documentos da instituição registram o horário informando em nota e que consta na Certidão de Óbito, 20h40 do último dia 22.

 Caso do menino Enzo

O HFA ressalta que, no que tange o atendimento prestado ao menino Enzo Brayon Lima Santos, prestou um importante papel quando levantou a hipótese diagnóstica, encaminhando, imediatamente, em ambulância própria a criança e um familiar para o hospital de referência onde o mesmo permaneceu internado para investigação e tratamento por 24 dias. Os exames feitos no Hospital Francisco de Assis indicaram a necessidade de avaliação mais específica por especialista em hematologia.

Guarapari, 26 de outubro de 2018.

Assessoria de Comunicação do Hospital Francisco de Assis (HFA)

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