Entrevista: Tenente Coronel Marin, novo comandante da Polícia Militar de Guarapari

No início de junho, o Tenente Coronel Barreto passou o comando do 10° batalhão da Polícia Militar de Guarapari, para o Tenente Coronel Alessandro Marin. Marin era do 9º Batalhão em Cachoeiro de Itapemirim e conversou com o Portal 27, demonstrando comprometimento com os Guaraparienses e a expectativa de realizar um bom trabalho no município.

Coronel Marin entrou na Polícia Militar em 1992. Seu último trabalho foi em Cachoeiro.
Coronel Marin entrou na Polícia Militar em 1992. Seu último trabalho foi em Cachoeiro. Foto: VIA ES

Como surgiu o convite de ser o novo comandante da PM de Guarapari?
Estava na função de Comandante do 9ºBPM (Cachoeiro de Itapemirim) há dois anos. Unidade responsável pelo policiamento de seis municípios. Totalizando uma população de aproximadamente 315.000 habitantes, com volume de ocorrências superior ao de Guarapari. Diante do brilhante trabalho já realizado pelo Ten Cel Barreto e seus oficiais e praças do 10ºBPM, este foi convocado para assumir importante papel na direção de uma Unidade Policial desafiadora, o 6º BPM (Serra). Com a sua saída, o Comando da Instituição colocou a opção de deixar o 9ºBPM para novo desafio no 10º BPM, no que aceitamos.

Qual o seu maior objetivo aqui em Guarapari, como comandante?
A minha missão será proporcionar junto com a sociedade, a manutenção da ordem e a segurança pública. Pude perceber o quanto o 10ºBPM é querido e reconhecido perante sua população. Se conseguir dar continuidade ou melhorar essa relação já estabelecida já me dou por satisfeito. Porém estou tendo uma segunda administração à frente de uma importante cidade, trabalharei para que os níveis criminais diminuam obviamente, que o policiamento seja o mais visível possível e que a sensação de segurança possa ser mantida tanto em baixa como em alta temporada. Como descrito, não possuo objetivos pessoais em minha vinda para o município. Meu interesse é realizar o mesmo, ou melhor, o trabalho que também fora realizado em Cachoeiro de Itapemirim em nossa função pública. Trabalho de várias mãos e de integração com a co-irmã Policia Civil para que a cidade saúde seja cada dia mais aprazível de se viver.

A realidade de Cachoeiro é parecida com a de Guarapari?
Resumidamente posso dizer que Guarapari possui momentos mais “intensos” do que Cachoeiro. Porém a criminalidade em Cachoeiro é mais regular, o que nos proporcionava verdadeira “artimanha” para entender a migração de tipos criminais e regiões conforme atuávamos repressiva ou preventivamente. Mas de outro lado, a proximidade com a Grande Vitória e a migração populacional em certas épocas do ano, serão nossos novos desafios para que a tranquilidade pública prevaleça.

Alessandro Marin deixa o nono batalhão da PM na semana que vem
Alessandro Marin recebendo os comprimentos do comandante geral da PM. Coronel Edmilson.

Na sua visão, o que precisa ser mudado para melhor a segurança em Guarapari?
Acredito que seja prevalente a sensação de melhoria dos serviços da PMES e dos demais órgãos públicos em Guarapari nos últimos anos. Se estiver correto temos que manter esse padrão de excelência e aproveitar os demais investimentos Estaduais ou Municipais que teremos de agora em diante. Não me coloco em condições de sugerir mudanças imediatas, elas virão com o tempo e com a evolução dos problemas.

Qual a maior dificuldade encontrada na PM do município?
Acredito que em todos os locais a dificuldade de recomposição do efetivo policial (PM e PC) é um grande dificultador. Esse ano tem sido um dos melhores para a pasta da segurança pública. Esperamos firmemente que a redução no déficit de policiais seja um motivo a mais para superarmos os problemas sociais em qualquer cidade com mais de 100.000 habitantes.

O que o senhor não admite como profissional de Segurança?
Interferências e ingerências naquilo que tange a segurança “pública”. Não sou adepto consciente de favorecimentos a segurança de “nichos” ou “interesses particulares”, trabalho com o “público” e não o “privado”. Sei que isso é deveras complicado em um país que favorece aos desiguais como o nosso, mas lentamente a cultura está aumentando, atitudes provincianas são mais raras, a transparência é maior.

Bandido terá “vez” em Guarapari?
O meu trabalho é para que não tenha vez! Se trouxermos a tríade do “crime” como exemplo, onde a vontade do agente cometer o crime está relacionada em maior medida com impunidade e caráter do criminoso (intangível à polícia ostensiva); o ambiente pode favorecer o cometimento do delito (intangível à polícia ostensiva); e a oportunidade pode movê-lo ao cometimento do crime, essa sim, tem um forte relacionamento com o policiamento ostensivo. Vamos nos esforçar para reduzir as oportunidades do cometimento dos crimes, dando continuidade ao forte trabalho que o 10º BPM vem fazendo em todos esses anos.

Matéria publicada originalmente no jornal Portal 27 Impresso. 

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