O Portal 27 já noticiou vários problemas que pacientes tiveram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guarapari, mas dessa vez quem teve dificuldades lá foi o vereador Dito Xaréu (SDD). Ele buscou atendimento na UPA hoje pela manhã, mas não havia o medicamento necessário para seu problema.

“Tenho problema no joelho e, inclusive, estou com cirurgia marcada para o mês que vem e nessa madrugada tive muita dor. Então fui lá e a médica me atendeu muito bem, só que ela falou que não tinha solução para o meu problema porque não tinha o medicamento e a injeção que tinha lá talvez não fosse funcionar porque é fraca e eles estão trabalhando sem medicação”, afirmou o vereador.

“A médica me atendeu muito bem, só que ela falou que não tinha solução para o meu problema”, afirmou Dito

Como não havia o medicamento na UPA o vereador buscou atendimento em um hospital particular e disse que a saúde em Guarapari está abandonada. “Ela ainda insistiu para eu tomar, mas falei que não iria tomar porque ela mesmo que é médica estava me falando que não iria fazer o efeito.  Aí fui para o hospital São Pedro. A sensação é  de abandono. Tem muita conversa e pouca ação”.

Ele alega que os mais necessitados são os que mais sofrem. “A gente ainda tem alguma condição. Fui no UPA e não tinha o remédio, passei o cartão e paguei uma consulta lá no São Pedro e paguei o medicamento. Agora tem pessoas que não tem condições e ficam sofrendo. Não que eu tenha tanta condição porque não tenho, mas tem gente que a situação é bem pior”, disse o vereador.

Unidade de Pronto Atendimento de Guarapari (UPA)

O parlamentar relatou que essa não foi a primeira vez que teve dificuldade com a falta de medicamentos na saúde pública. “Fui ao posto de saúde essa semana para pegar o remédio de pressão para minha mãe e não encontrei no Centro de Especialidades então está difícil demais”, diz.

Ele disse ainda que uma paciente da UPA também  reclamou com ele do problema. “A saúde vem em primeiro lugar porque sem ela ninguém consegue fazer nada, mas a saúde está abandonada. Uma senhora relatou lá para mim que vai pegar o remédio de pressão no posto de saúde e não tem, um remédio básico. Se está faltando até Dipirona, você imagina como está a situação”.

Comissão. Dito também questionou a eficiência da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. “Existe uma Comissão de Saúde no município, mas acredito que ela não funcione porque, por exemplo, temos o doutor Rogério que é médico e vereador e por causa de política não é da comissão”, reclamou.

Comissão de saúde é formada por três vereadoras.

O vereador afirmou que vai cobrar soluções ao município e que pretende visitar as unidades de saúde para verificar quais os problemas elas enfrentam. “Já pedi minha assessora para fazer o ofício para cobrar a prefeitura e vamos percorrer os postos de saúde eu e doutor Rogério. Também já fizemos o convite aos vereadores Denizart e Enis Gordinho e os demais vereadores que quiserem também estão convidados. Não adianta a gente fazer visita e omitir, fingir que não tem nada acontecendo porque a saúde não está nada bem”.

Resposta. A presidente da Comissão de Saúde, vereadora Kamilla Rocha não quis rebater a crítica aos trabalhos da Comissão. “Respeito o posicionamento do meu colega, mas não vou debater com ele essas questões. Essa é uma opinião dele”.

Segundo ela, a Comissão de Saúde já fez uma reunião com a secretária de Saúde  no final de fevereiro “questionando não só a falta de remédios na UPA como em outras unidades e a secretária  nos informou que, infelizmente,houve um problema de licitação na gestão passada e que desde que assumiu está tentando regularizar a situação das medicações.”< explicou.

A vereadora, que foi enfermeira na UPA por quase dois anos, afirmou ainda que “Estou surpresa dele nunca ter se posicionado na gestão passada quando a falta de remédios já acontecia”, finalizou.

Prefeitura. Procurada para responder as críticas do vereador, a prefeitura informou que “A Secretaria de Saúde informa que nesta segunda-feira (20) vai entrar em contato com a Direção Administrativa da UPA para apurar o ocorrido e saber o que de fato aconteceu.

Informa ainda que no final do mês de janeiro/2017 foi comprado um emergencial de medicamentos para atender as unidades de saúde e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), uma vez que a gestão anterior não o fez. Afirma ainda que já foi aberto um novo processo de medicamentos para atender a demanda do Município.”

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