Oito são presos em operação para garantir segurança no carnaval

A operação Coringa, realizada em conjunto pelas polícias Civil e Militar para cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão nos bairros Santa Margarida, Coroado e Ipiranga levou oito pessoas para a cadeia, nesta terça-feira (06).

Oito presos durante a operação Coringa, realizada em conjunto pelas polícias Civil e Militar. Foto: Rafaela Patrício

Segundo a polícia, Carlos Alberto Oliveira Da Gama, de 26 anos, Emmanuel Passos Nunes, de 20 anos, Lerude de Lima Passos, de 24 anos; Pablo Passos Siqueira, de 26 anos, Igor Guthierres dos Santos Rodrigues, de 24 anos; Renan Paschoal de Souza, 21 anos, I.M.d.S e Getúlio Silva Rodrigues fazem parte do bando de Jhon Weny Pimenttel de Oliveira, que foi morto durante uma tentativa de assalto no início de janeiro, e praticavam roubos violentos e tráfico de drogas.

O delegado titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), Marcos Nery, afirmou que o objetivo das prisões era não deixar o grupo se reerguer após a morte do líder e que além do tráfico de drogas, eles também praticam assaltos. “Jhon Weny e seu grupo tinham o vício de roubar. Eles não ficam tranquilos só em traficar. Jhon Weny era cruel e o Robson, que está foragido, também. Eles frequentavam praias e baladas para ver quem tinha joias de ouro e essas coisas para mirar essas vítimas. Com o dinheiro do roubo eles compram drogas para manter o tráfico na região”.

Nery, explicou como funcionava a organização do bando. “O tráfico do Coroado era comandado pelo Matheus, que está foragido, e pelo Jhon Weny. O Lerude, o Robson, o Igor e o Thaysson, que também está foragido, eram os braços dele. Com a morte do líder, eles continuam traficando na área. O Matheus fica no Coroado e o Lerude no Santa Margarida junto com o Robson. Já os demais fazem a movimentação para eles”.

O delegado Marcos Nery afirmou que o objetivo da operação era não deixar o bando se reerguer após a morte do líder. Foto: Rafaela Patrício

Segundo o delegado, após a morte de Jhon Weny a polícia identificou um grupo de aplicativo de conversas em que o bando trocava informações sobre o tráfico de drogas, assaltos e ostentava a vida de crimes. Ele também revelou que um dos presos pode ser receptador dos produtos roubados no assalto a um sítio em Andana, interior de Guarapari, no último dia 31. “A prisão de Getúlio é por causa de receptação. A gente acredita que ele seja um dos receptadores do roubo de Andana. Já conseguimos identificar um celular e o veículo também já foi recuperado. Ele tem várias passagens por roubo e por tráfico e foi pego com duas bicicletas roubadas em Guarapari”.

Ainda de acordo com titular da Depatri, durante a operação duas motos XRE 300 desmontadas e sem chassi foram encontradas na casa de Thaysson, no bairro Santa Margarida. Já a moto que pertencia a Jhon Weny teria sido repassada para Lerude, mas ela não foi localizada.  Ele também revelou que as drogas comercializadas pelo grupo tinham uma marca que chamada “James Xotta”, uma espécie de homenagem ao Jhon Weny, que era considerado o “boa pinta” do bando.

Drogas, celulares, espingarda de chumbinho e material para embalagem foram encontrados com os presos.

Além dos presos, foram apreendidas 27 buchas de maconha, 27 pinos de cocaína, cinco pedras de crack, material para embalar, uma balança de precisão, uma espingarda  de chumbinho, três celulares e  R$ 50,00.

O subcomandante da Polícia Militar, major Antônio Bezerra explicou que a operação tinha como objetivo cumprir 11 mandados contra pessoas identificadas pelo serviço de inteligência das polícias Civil e Militar e ressaltou a importância dessas prisões nas vésperas do carnaval. “Com isso, a gente tira os traficantes e as drogas que estão nas ruas à disposição daqueles que vão fazer o consumo. Consequentemente a cidade vai ficar mais tranquila e a criminalidade tende a diminuir. Tivemos no início de janeiro uma redução de 47% nos roubos as pessoas em via pública”.

O subcomandante da Polícia Militar, major Antônio Bezerra ressaltou a importância das denúncias. Fotos: Rafaela Patrício

Denúncias. Ele também afirmou que a sociedade deve ajudar no trabalho da Polícia Militar. “A sociedade tem que cobrar mais o serviço da polícia e também nos ajudar com informações, que são importantíssimas para uma ação dessas. A Polícia Civil chegou a esses criminosos através de informação do 181”.

Policiamento. Segundo o major, a presença constante de policiais nas ruas vai ser mantida após o verão. “Este ano planejamos o policiamento, recebemos o apoio do comando de Vitória e distribuímos os policiais em pontos estratégicos. A viatura ficou parada, o policial fazia o policiamento em um raio de 60 metros em torno dela e com isso, a ostensividade aumento. Este é um planejamento que vamos utilizar o ano todo, não só apenas no verão, para toda a comunidade de Guarapari”.

Segundo o delegado, dos oito presos somente dois não tem passagem. Sete deles vão ser autuados por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Já Getúlio será autuado por receptação.

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