BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO -O coordenador da bancada capixaba, deputado Paulo Foletto (PSB), é radicalmente contra o fim das coligações partidárias. Para ele, só a coincidência de mandatos é consenso. “A população não quer continuar com a votação de dois em dois anos. Ela sabe que a eleição de dois em dois anos produz paralisia no setor administrativo público, na prefeitura, no governo, e isso não é bom”, afirmou.

O deputado crê que redução de mandato não seria possível aprovar devido a resistência. Sobre o financiamento público de campanha, Foletto acha bom, mas vê necessidade de explicar o mecanismo à população. “Financiamento de campanha não é tirar dinheiro do contribuinte. A primeira reação do cidadão comum é achar que vai pagar. Mas hoje ele já paga e não sabe”, disse.

PauloFoletto
“É muito melhor você fazer um teste com seis anos, é bom para o executivo, mas não vejo problema. Tem que fazer isso, tem que aumentar o mandato”.

Sobre a fiscalização do financiamento de campanha, Foletto diz que o recurso vai ser administrado pelo partido. “O modelo de financiamento público de campanha, apesar de difícil entendimento da população, para mim seria correto”.

O socialista é radicalmente contra o fim das coligações. Para ele, trata-se de uma tentativa de cacifar os grandes partidos. “como PT e PMDB, e o PSDB que está participando desse processo pois quer o DEM e o PPS para crescer”.

“Isso é muito ruim para a democracia. Acabar com as coligações partidárias é péssimo. Precisamos, via artifício, dificultar o aparecimento de partido de aluguel. Ou seja, partidos muito pequenos que vão negociar seu tempo junto aos partidos maiores durante as eleições. Coligação é uma avanço democrático que nós conquistamos e não deve acabar”, completou.

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